leile_pinto@hotmail.com

domingo, 28 de julho de 2013

ESTUDANTES DE MEDICINA NO SUS - DEBATE

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quarta-feira, 24, que a comissão de especialistas convidados pelo MEC para debater a MP do Programa Mais Médicos, presidida pelo ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, deve apresentar nos próximos dias uma proposta para que os estudantes de medicina, ao término do sexto ano de curso, façam dois anos de residência obrigatória no Sistema Único de Saúde (SUS). Esse grupo se reunirá esta semana para debater o assunto. 

De acordo com os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha, essa medida promoveria a universalização da residência médica. “Os dois anos de residência obrigatória resolveriam questões como a falta de médicos no SUS e dariam a oportunidade de residência a todos os estudantes”, disse Mercadante. Ele também ressaltou que a proposta deverá acarretar mudanças nas diretrizes curriculares dos cursos de medicina, que ainda serão debatidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

Para o ministro da Saúde, é necessário que os médicos recém-formados tenham a experiência de trabalhar na rede pública. “O estudante que se forma hoje tem pouquíssimo contato com os pacientes, já que os estágios práticos são curtos. Sabemos a importância desse processo de formação”, destacou Padilha.

Em sua exposição, Mercadante detalhou ainda as medidas do Governo Federal para a desconcentração da oferta de cursos de medicina, que hoje se concentra em 57 municípios. A proposta da pasta é de que mais 60 municípios brasileiros passem a contar com cursos na área. Ele frisou ainda que a expansão deve ser articulada com outras ações. “Não basta desconcentrar a expansão. Precisamos de outras políticas públicas para fixar esses médicos recém-formados”, afirmou.

Entre 2000 e 2011, o número de concluintes em cursos de medicina passou de 8.004 para 14.634. A quantidade de matrículas também cresceu: de 55.486 para 108.033, no mesmo período. O número, de acordo com os ministros, ainda é baixo para atender à quantidade de vagas que serão criadas.

Revalida – Mais de 1 mil pessoas já se inscreveram no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida). De acordo com o ministro da Educação, uma amostra de estudantes brasileiros deve participar da mesma avaliação destinada aos que obtiveram diploma no exterior, como pré-teste. “Queremos um exame que não seja nem mais nem menos rigoroso do que se espera de um estudante concluinte de medicina no Brasil.” 

Assessoria de Comunicação Social

Ouça o ministro Aloizio Mercadante

domingo, 21 de julho de 2013

EDUCAÇÃO TEMPO INTEGRAL - MAIS EDUCAÇÃO

Educação integral

Município alagoano tem 5,1 mil alunos em regime de 9 horas

Sexta-feira, 19 de julho de 2013 - 11:38
O planetário, construído com recursos do Fundeb, é um dos grandes atrativos para os estudantes da rede de ensino de Arapiraca (foto: meuplanetariodigital com br)Um planetário para estudar ciências e astronomia; um centro onde se estuda história, artes, música e dança; uma escola municipal de circo e um centro de apoio aos esportes. Os donos desses espaços são estudantes da educação integral pública de dez escolas do ensino fundamental de Arapiraca, Alagoas.

Em 2007, o município começou a investir recursos próprios no ensino de tempo integral e, em 2009, para ampliar o projeto, aderiu ao programa Mais Educação do governo federal. Hoje, de acordo com a secretária de Educação, Ana Valéria Peixoto, Arapiraca tem cerca de 5,1 mil alunos estudando em tempo integral, incluídos os do Mais Educação.

A secretária explica que a educação integral é uma política pública que começa com as crianças do segundo ano do ensino fundamental. Como, no entanto, manter estudantes por nove horas na escola requer muitos recursos, o município atende 100% dos alunos em oito escolas urbanas, uma quilombola e uma no campo. A educação integral nessas dez unidades vai do segundo ao quinto ano (anos iniciais) do ensino fundamental.

A rede de Arapiraca tem 58 escolas e 25 centros de educação infantil, mais de dois mil professores com formação superior e 173 outros profissionais, entre monitores, merendeiras e fiscais que exercem as funções de apoio.

Projeto — Ana Valéria destaca que as unidades com educação integral têm projeto pedagógico, currículo e projeto socioeducativo aprovados pelo Conselho Municipal de Educação. O projeto socioeducativo está dividido em eixos que compreendem letramento, matemática e ciências, esportes, música, teatro e dança.

O projeto municipal, que entra no sétimo ano de execução, é voltado para os estudantes da periferia da cidade. Para atendê-los, a secretaria de Educação montou espaços apropriados para cada atividade fora das escolas — dois centros, o planetário e a escola de circo. Ônibus escolares transportam as crianças de casa para a escola, da escola para os centros e dos centros para casa. O planetário, por exemplo, foi construído com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). É, segundo a secretária, um dos locais mais disputados pelos alunos. A escola de circo é outra atração que mobiliza estudantes, pais e comunidade.

Durante o dia, os estudantes fazem cinco refeições — lanches na entrada e no recreio, almoço, lanche da tarde e jantar, antes de ir para casa. Ana Valéria revela que a prefeitura investe R$ 600 mil mensais para custear a alimentação escolar, além da verba da merenda enviada pelo MEC. “O investimento reverte no encantamento das crianças pela astronomia, na descoberta de habilidades na dança, no circo, no caratê e na alegria dos pais com o talento dos filhos”, diz Ana Valéria, ao avaliar o projeto. O índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) da rede também evoluiu. Em 2007, foi de 3,7 pontos; em 2011, de 4,1, o que deveria ocorrer este ano.

A Escola de Circo faz parte do projeto socioeducativo da rede de ensino de Arapiraca e mobiliza estudantes, pais e comunidade (foto: alagoastempo com br)Desafios — Ana Valéria afirma que o desafio de Arapiraca é ampliar a cada ano o número de escolas com educação integral, até ter toda a rede atendida com nove horas diárias de estudos e atividades culturais e esportivas. A política municipal é construir escolas com capacidade para atender em tempo integral todos os alunos.

Em 2013, a prefeitura pediu recursos, por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR) do Ministério da Educação, para construir mais uma unidade urbana dentro dessa filosofia. Em agosto próximo, será aberto um centro de apoio às escolas do campo para atender 350 alunos de unidades da região. No centro, os estudantes terão formação relacionada às atividades do campo, como agricultura familiar.

Município do Agreste alagoano, a 128 quilômetros de Maceió, Arapiraca tem 218,4 mil habitantes, segundo o Censo Demográfico de 2010. É a segunda maior cidade de Alagoas. A economia está baseada na agricultura e no comércio.

Mais Educação — Integrante do Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação (PNE), o programa Mais Educação foi criado em 2007 para incentivar, com transferência de recursos federais, as secretarias estaduais e municipais de Educação a oferecer educação integral na rede pública. Em 2008, primeiro ano de atividade, aderiram ao programa 1.380 escolas de ensino fundamental. Em 2009, o número subiu para 5 mil unidades; em 2010, chegou a dez mil; em 2011, a 14,9 mil e, em 2012, a 32 mil. A meta para 2013 é alcançar 45 mil escolas.

Ionice Lorenzoni

sábado, 13 de julho de 2013

BLOGGER SOBRE EDUCAÇÃO NO BRASIL - FAÇA PARTE.

Experiências bem-sucedidas podem ser inscritas por dirigentes municipais de educação, a partir de de agosto próximo, na quarta edição do Prêmio Inovação em Gestão Educacional. O período de inscrições vai até 30 de setembro. O prêmio é uma forma de incentivar os gestores a tornar públicas experiências que tenham alcançado resultados concretos nos municípios e contribuído com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

Os projetos devem estar em vigência, ter resultados conhecidos e no mínimo 18 meses de implementação até a data do fim das inscrições. Os dirigentes podem inscrever até quatro experiências, uma para cada área temática — gestão pedagógica; gestão de pessoas; planejamento e gestão; avaliação e resultados educacionais.

Serão premiadas até dez experiências das 20 pré-selecionadas para avaliação in loco. Os contemplados receberão placa, certificado de recebimento do prêmio e evento formativo promovido pela comissão organizadora.

Instituído em 2006, o prêmio é concedido, a cada dois anos, aos municípios que obtiveram resultados significativos em qualidade da educação a partir de mudanças na gestão das redes de ensino. A iniciativa é do Ministério da Educação, sob a coordenação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em colaboração com a Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC e em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase) do MEC.

Assessoria de Comunicação Social

domingo, 7 de julho de 2013

ABERTA AS INSCRIÇÕES PRÊMIO PARA TRABALHOS SOBRE IGUALDADE

Abertas as inscrições de prêmio para trabalhos sobre igualdade
Sexta-feira, 05 de julho de 2013 - 15:16
As inscrições para a nona edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero estão abertas até 30 de setembro, pela internet. Este ano, redações, artigos científicos e projetos pedagógicos escolares devem ser baseados em questões de igualdade de condições entre mulheres e homens.

A iniciativa tem como objetivo estimular a produção científica e a reflexão crítica sobre as desigualdades. Os responsáveis pelos melhores trabalhos receberão notebooks e outros equipamentos de informática, bolsas de iniciação científica, de mestrado e doutorado, de acordo com as normas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O prêmio é dividido nas categorias:

• Estudante de ensino médio — redação
• Estudante de graduação — artigos científicos
• Graduado, especialista e estudante de mestrado — artigos científicos
• Mestre e estudante de doutorado — artigos científicos
• Escolas públicas ou particulares reconhecidas pelo Ministério da Educação que tenham desenvolvido projetos e ações pedagógicas na comunidade escolar para a promoção da igualdade de gênero — projetos para escolas de nível médio

A nona edição do prêmio é de responsabilidade da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a entidade ONU Mulheres. No ano passado, a oitava edição registrou o recorde de 5.139 trabalhos. Em 2010, foram efetuadas 4.572 inscrições.

Inscrições e regulamento na página do prêmio na internet.


Assessoria de Comunicação Social

terça-feira, 2 de julho de 2013

MESTRADO PARA PROFESSORES DAS REDES PÚBLICAS

Professores de matemática das redes públicas de educação básica, com curso de graduação, podem concorrer a 1.570 vagas do programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat), oferecido pelo governo federal. A quarta edição do exame recebe inscrições até 5 de julho, pela internet. As provas serão aplicadas em 31 de agosto próximo, e o curso começa em março de 2014.

De acordo com o presidente do conselho gestor do Profmat, Marcelo Viana, o mestrado, com duração de 24 meses, prevê três períodos letivos por ano. Um de quatro meses, seguido de intervalo, e outro de mais quatro meses, além de um intensivo nas férias de verão. O formato, explica o coordenador, visa a facilitar a vida dos educadores, uma vez que 80% dos mestrandos combinam o exercício da atividade docente com a pós-graduação.

Na seleção deste ano, participam 59 instituições de educação superior federais e estaduais das cinco regiões do país que integram a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Viana explica que 80% das vagas são reservadas a professores das redes públicas e 20% a educadores das redes particulares, recém-formados e licenciados de outras áreas do conhecimento. Professores em exercício no sistema público da educação básica podem pedir bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. A bolsa de mestrado para formação no Brasil é de R$ 1,5 mil por mês.



Exame — Ao fazer a inscrição, o candidato a vaga deve informar dados pessoais, da formação acadêmica e da atuação profissional e selecionar a instituição de educação superior e o polo nos quais pretende realizar o exame e fazer o mestrado. Conforme o edital, a prova, presencial, será aplicada no polo em que o candidato fizer a inscrição. Ela consta de 40 questões de múltipla escolha e avalia o domínio de conhecimentos numéricos, geométricos, de estatística e probabilidade, algébricos e algébrico-geométricos. O edital detalha o conteúdo a ser cobrado, as instituições de educação superior e os polos.

Como o mestrado profissional é totalmente gratuito, o educador assume o compromisso de continuar na rede pública na qual trabalha por cinco anos após a certificação.



Aproveitamento — Na avaliação do presidente do conselho gestor do programa, nas três primeiras edições do mestrado, o aproveitamento dos cursistas esteve na faixa de 70%. “É um índice de sucesso em qualquer programa, especialmente neste, no qual os educadores trabalham e estudam, inclusive nas férias”, diz. Da primeira turma, que ingressou em 2011, 405 foram certificados. Outros 500 estão terminando os últimos trabalhos. Estes, segundo Marcelo Viana, receberão o certificado em agosto próximo.

O presidente do conselho explica que os ingressos anuais no mestrado profissional a distância vão continuar porque o número de educadores em salas de aula sem pós-graduação ainda é muito alto. Ele estima que o país tenha 400 mil professores de matemática nas redes pública e particular. Destes, 30% nem sequer têm a graduação. A cada ano, a seleção recebe cerca de 20 mil inscrições.

A ficha de inscrição, o edital e o calendário do exame estão disponíveis na página do Profmat na internet.



Ionice Lorenzoni