leile_pinto@hotmail.com

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

INCENTIVE A LEITURA...


A Feira do Livro na Escola, realizada desde 2004 pelo Colégio Estadual Padre Colbachini, de Nova Bassano, no nordeste do Rio Grande do Sul, já teve a participação de 55 escritores. O evento é a atividade principal do projeto Aluno Leitor, criado para estimular a formação de leitores entre os mais de 800 estudantes matriculados na instituição. A escola atende turmas da educação infantil, do ensino fundamental e médio e da educação profissional e de jovens e adultos.

Na visão da professora Giovane Bassani Deconto, que dá aulas de língua portuguesa a turmas do sétimo e nono anos, os contatos com os escritores têm levado a um aumento no interesse dos alunos pela leitura. Além de participar das atividades da Feira do Livro, Giovane adota projetos nas aulas. Folclore na Escola é um deles. “Por meio da música, do teatro e das lendas, o aluno se transforma em um verdadeiro cidadão, conhecedor de sua cultura, participativo e atuante”, diz a professora, formada em letras. Ela atua no magistério há mais de 15 anos.

“Por meio da leitura, os alunos conseguem desenvolver melhor as ideias nos textos que produzem, e a ortografia é favorecida”, relata a professora Alessandra Lopes de Oliveira, que dá aulas de português no ensino fundamental, no médio e em turmas de educação de jovens e adultos. Ela aproveita o interesse dos estudantes pelo teatro para estimular o aprendizado. “Os estudantes conseguem captar a alma das obras e fazem excelente releitura dos livros”, revela Alessandra, há 15 anos no magistério, com licenciatura em letras. “Eles também gostam de participar de peças teatrais, pois perdem o medo de falar em público e se divertem.”

Já a professora Marli Dagnese Fiorentin desenvolveu vários projetos durante os 32 anos de atuação no magistério para estimular a leitura e a escrita e integrar tecnologias. Com graduação em letras e especialização em tecnologias em educação, ela trabalha com alunos da educação infantil.

Blogue — A ferramenta tecnológica mais utilizada por Marli é o blogue. Ela participa de cinco pessoais, três colaborativos e 14 sobre projetos educativos. A professora leva as atividades de literatura para o espaço virtual, com projetos de intercâmbio escolar e também com escritores de obras apresentadas em sala de aula.

No blogue Livrolândia, os alunos trocam impressões sobre obras que leram. No Ficção versus Realidade, textos literários são o ponto de partida para o desenvolvimento de temas do cotidiano. Os blogues Debaixo de Mau TempoVerdade ou Consequência partem de obras lidas pelos alunos na Feira do Livro. Segundo Marli, na educação infantil, o foco das aulas de língua portuguesa está na alfabetização e no incentivo à leitura. Nesse caso, os blogues são usados para criar uma ponte com as famílias e também como um espaço para as crianças publicarem suas produções e participarem de jogos interativos, nos quais desenvolvem habilidades de letramento.

Em 2011, Marli desenvolveu o blogue Pintando o Sete, classificado como semifinalista no concurso internacional Fundação Telefônica. Este ano, ela criou o Diário da Galerinha, que contém o projeto Eu e Você, Aqui e Lá, que parte do livro, do mesmo nome, da escritora Letícia Möller. As crianças redesenharam o livro, que trata da vida de um menino brasileiro e de outro, marroquino. Confeccionaram objetos, tiraram fotografias de momentos do cotidiano para desenvolver a identidade e também apresentaram uma peça de teatro, durante visita da escritora à escola e em seminário que reuniu professores da região.

“Estamos trabalhando na releitura da lenda Negrinho do Pastoreio e desenvolvendo diversas atividades que vão culminar com a apresentação de uma peça teatral”, adianta Marli. “Com isso, reforçamos o conceito do respeito à diversidade, discutimos as questões do preconceito racial, da história da escravidão e da religiosidade de nosso povo.”

Na etapa de releitura da lenda são realizadas várias atividades, além da narração da história e da representação da mesma em desenhos. Dentre essas atividades está o estudo de aspectos que despertam o interesse das crianças, como a vida das formigas e raças de cavalos. “A cada ano, as atividades tornam-se cada vez mais significativas, pois o processo de leitura e releitura é contínuo”, diz a pedagoga Salete Cestonaro Bongiovanni, diretora da instituição desde 2007. Há 31 anos no magistério, Salete tem habilitação em séries iniciais, com pós-graduação em gestão, supervisão e orientação escolar.

Fátima Schenini

Saiba mais no Jornal do Professor


sábado, 24 de novembro de 2012

ENADE DOMINGO

A edição de 2012 do Exame Nacional de Estudantes (Enade) será aplicada no próximo domingo, 25, de 13h às 17h (horário de Brasília), em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Ao todo, 587.351 alunos concluintes de cursos de graduação ou tecnológicos, matriculados em 1.871 instituições de educação superior, estão habilitados para participar das provas.

A responsabilidade pela inscrição dos estudantes no Enade é das próprias instituições. Porém, o concluinte dos cursos avaliados em 2012 que não comparecer à prova no domingo, sem amparo pelos critérios de dispensa previstos nas portarias normativas nº 40/2007 e nº 6/2012, fica em situação irregular junto ao Enade e não poderá concluir o curso de graduação, já que o exame é componente curricular obrigatório.

O Enade integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e tem como objetivo contribuir para a avaliação dos cursos de graduação por meio da verificação das competências, habilidades e conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes em sua formação, em consonância com características do perfil profissional da área. Em 2012 serão avaliados os cursos de bacharelado em administração, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo, turismo, e os cursos superiores de tecnologia em gestão comercial, gestão de recursos humanos, gestão financeira, logística, marketing e processos gerenciais.

Assessoria de Imprensa do Inep

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

ENEM - SAIBA MAIS...

Foram divulgados nesta quinta-feira, 22, os dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por escola, referentes à edição de 2011. Foi de 474,2 pontos a média nacional dos cerca de 891 mil alunos da rede pública que fizeram a prova em 2011, enquanto os quase 247 mil alunos de escolas particulares alcançaram a média foi 569,2 pontos.

Ao apresentar os dados, acompanhado do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, frisou que os resultados do Enem por Escola 2011 servem somente como um diagnóstico.

“É para que cada escola do Brasil possa fazer uma análise pedagógica bem criteriosa de como seus estudantes evoluíram”, salientou o ministro. “O Enem não é um ranking entre as escolas. Ele é insuficiente como instrumento de avaliação do estabelecimento. O Enem avalia o aluno. Não podemos comparar as escolas, com naturezas distintas. Por exemplo, a maioria das escolas do Brasil são de portas abertas. No entanto, escolas que selecionam os ingressantes tendem a ter um desempenho melhor”, pontuou Mercadante.

A metodologia utilizada para calcular os resultados do Enem por Escola é semelhante à usada na Prova Brasil e só levou em consideração, para fins de divulgação, escolas com no mínimo 10 participantes no Enem e 50% de taxa de participação dos concluintes do ensino médio. Segundo o ministro, o método foi “o mais objetivo possível” e por isso a média final levou em conta somente as quatro provas objetivas.

Com este perfil, foram consideradas 10.076 escolas, o que representa 40,56% do universo total do exame. Não foram incluídas na média nacional 1.185 escolas com menos de 10 participantes e 13.581 que tiveram índice de participação menor do que 50%. Do total de escolas contempladas, 199 eram federais, 4.968 estaduais, 111 municipais e 4.798 privadas.

Segundo Mercadante, o MEC está planejando um seminário com as melhores escolas do país, tanto públicas e privadas, para contribuir com o conjunto da rede de ensino brasileira. “Queremos trocar experiências para estimular as outras escolas”, contou.

Cotas – O ministro aproveitou os dados do Enem por Escola 2011 para fazer uma projeção com base na lei de cotas sociais e raciais, que entrará em vigor no ano que vem. Ele observou que, do total de 891 mil candidatos da rede pública, os 37,5 mil concluintes do ensino médio com melhor desempenho, que corresponderiam aos 12,5% favorecidos pela lei, alcançaram em 2011 uma média de 630,4 pontos – bem superior à média nacional de 474,2 pontos.

Assessoria de Comunicação Social

Acesse a apresentação usada pelo ministro

terça-feira, 20 de novembro de 2012

PREMIAÇÃO AOS ESTUDANTES 5º CONCURSO DE REDAÇÃO

Em cerimônia realizada no Congresso Nacional na manhã desta segunda-feira, 19, foram premiados os 27 estudantes de ensino médio, um de cada unidade da federação, que se destacaram ao escrever sobre a realidade do seu município diante dos desafios atuais no Brasil. Meu Município, Meu Brasil foi o tema do 5º Concurso de Redação do Senado Federal, realizado em parceria com o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).

Aluna de Junqueiro, em Alagoas, Layane Rayelle Silva Marinho, 16 anos, Escola Estadual Padre Aurélio Góes, tirou o primeiro lugar no concurso. “O título da minha redação foi Brasil, uma mãe gentil para os filhos dos seus municípios. Fiz um paralelo envolvendo o Hino Nacional com os problemas sociais e econômicos do meu estado, da minha cidade e do Brasil, como a corrupção”, conta a estudante.

Com a redação intitulada Minha cidade berço de um patrimônio imaterial, a aluna Bruna Clemente Gontijo, 17 anos, de Bom Despacho, Minas Gerais, ficou com o segundo lugar. Ela escreveu sobre um dialeto, chamado Língua do Negro da Costa ou Língua de Tabatinga, ainda falado no bairro de Ana Rosa, na periferia da cidade.

“Bom Despacho ficava próxima a uma área mineradora e os escravos conversavam nesse dialeto, que depois foi sendo misturado ao português”, explicou Bruna. “Não imaginava que poderia ganhar, e fiquei muito orgulhosa de descobrir algo e poder transmitir isso para as pessoas e de mostrar a importância de preservar esse dialeto”, conta a aluna do Colégio Tiradentes da Polícia Militar.

O terceiro lugar ficou com Rodrigo de Brito Sá, 17 anos. O tema de sua redação foi Meu município, uma peça no quebra-cabeça do Brasil. Morador de Monsenhor Hipólito, cidade de apenas 8 mil habitantes, o estudante do terceiro ano da Unidade Escolar José Alves Bezerra mostrou que o município integra o Brasil e destacou os vários estudantes talentosos que já saíram de lá.

Os 27 alunos premiados receberam medalha e um notebook. Os três primeiros ganharam troféu. Após a premiação, todos os estudantes foram empossados como Jovens Senadores, no plenário do Senado Federal. Durante três dias, eles apresentarão pré-projetos de leis que poderão depois entrar em tramitação. No último ano, seis propostas apresentadas por estudantes vencedores do concurso de redação viraram projetos de leis.

“Participando de concursos de redações como esse e vindo aqui para o Senado, participando dos debates e propondo projetos de leis, eles vão aprimorando a sua visão como cidadãos e buscando intervir nos contextos das suas comunidades com mais consciência. Sem isso, não teremos como construir uma pátria livre e soberana”, afirma Danilo de Melo Souza, secretário de educação do Tocantins e vice-presidente do Consed.

Nayane Rodrigues da Silva, 17 anos, aluna da Escola Estadual Brigadeiro João Camarão Teles Ribeiro, em Manaus, vai propor um projeto de lei para valorizar os professores, incluindo aumento do piso salarial e mais cursos de qualificação. “Se tiver toda essa atenção para os professores, eles vão dar aula com mais gosto e vamos ter um olhar diferenciado também para os alunos”, afirma.

Em 2013, o tema do concurso de redação do Senado Federal será Buscar voz para ter vez: cidadania, democracia e participação.

Rovênia Amorim

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ESCOLAS E NOVAS IDEIAS

Rio de Janeiro — Os estudantes da Escola-Parque da Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, são incentivados a participar de oficinas e exposições. Assim, ampliam os conhecimentos e compartilham o que sabem com outras pessoas. Durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC) de 2012, estudantes da instituição, de educação básica, apresentaram experiências científicas na Tenda da Ciência, armada na Fundação Planetário, na Gávea [Zona Sul].

“A ideia é que os alunos levem a ciência para a rua”, diz a professora Luciana Salles, que dá aulas de robótica no ensino fundamental e médio. Ela explica que os estudantes aprendem a transformar a ciência em algo prazeroso e interessante e a usar linguagem a ser entendida por qualquer pessoa.

Nos eventos externos, os estudantes também aproveitam o contato com gente e realidades diferentes. “Isso é importante”, ressalta a professora. “Quando forem trabalhar, terão de atuar em equipe e interagir com diferentes pessoas.”

De acordo com Luciana, a escola está preocupada com a questão ambiental e em educar para a sustentabilidade. Nesse sentido, a cada ano letivo promove uma exposição, a Semana da Ciência, Cultura e Cidadania da Escola-Parque, este ano realizada nos dias 20 e 27 últimos.

Outra atividade desenvolvida pela escola, na área ambiental, é o Projeto Pantanal. No fim deste mês, estudantes do ensino médio e professores estiveram no Pantanal Mato-Grossense para conhecer a flora e a fauna da região e promover oficinas com a comunidade. Fotografia, cinema, música e projetos sustentáveis, como o sabão feito com óleo de cozinha usado, são alguns dos temas propostos. “Acreditamos que o trabalho de campo deve ser experimentado já a partir do ensino médio, para que os alunos possam ir participando dessa experiência”, enfatiza Luciana.

Pedagoga, especializada em educação com aplicação da informática, ela está há 20 anos no magistério, 11 dos quais na escola-parque. Ela coordena o projeto Ciência e Arte, que oferece cursos complementares à carga regular das disciplinas de ensino médio, em diferentes áreas do conhecimento. A cada início de ano, os estudantes escolhem as aulas para participar. Cinema, grafite, teatro, projetos sustentáveis e mudanças climáticas são algumas delas.

Fátima Schenini

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PROJOVEM - SAIBA MAIS SOBRE ISSO

A edição de 2012 do Programa Nacional de Inclusão de Jovens, o Projovem Urbano, está sendo implementada em 309 municípios, com 104.804 pessoas matriculadas. A iniciativa, que tem duração de 18 meses, combina elementos essenciais para a formação integral de jovens de 18 a 29 anos a partir da efetiva associação entre a elevação da escolaridade e a qualificação profissional com a promoção de experiências de atuação social na comunidade. A elevação da escolaridade se dá por meio da conclusão do ensino fundamental; a qualificação profissional, com a certificação de formação inicial.

A partir deste ano, o programa amplia a base territorial de atendimento aos municípios de população igual ou superior a 100 mil habitantes, além de possibilitar a oferta de atendimento educacional especializado e a contratação de tradutor e intérprete da língua brasileira de sinais (libras) para turmas específicas. O programa também vai oferecer salas de acolhimento para crianças até 8 anos, filhos de estudantes do Projovem Urbano. É uma forma de garantir a permanência nos estudos de jovens que deixam de frequentar as aulas por não ter com quem deixar os filhos. O programa conta este ano com 4.032 educadores. Outros 906 educadores foram contratados para as salas de acolhimento.

Encontro — Em Pernambuco, são atendidos sete mil jovens, em 51 municípios. Na semana passada, o 3º Encontro Estadual do Projovem Urbano reuniu, em Olinda, 1,5 mil estudantes que há quatro meses frequentam as aulas do programa. Durante o evento, sob o tema Projovem Urbano e Trabalho Decente: Trajetórias e Desafios, foram apresentadas aos jovens as possibilidades e as oportunidades de inserção no mercado de trabalho a partir da qualificação profissional.

Segundo o coordenador do programa em Pernambuco, Genilson Marinho, o objetivo do encontro foi integrar os estudantes de todos os setores do estado. “É importante mostrar a eles as possibilidades futuras de trabalho que os estudos proporcionam”, disse. “Ações como essa fazem a diferença para os estudantes e os motivam a seguir em frente.”

De acordo com Marinho, o estado vai oferecer, em 2013, mais 7 mil vagas e, com isso, dobrar o número de beneficiados.

Articulação — Desde 2011, o Projovem Urbano é desenvolvido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, na modalidade de educação de jovens e adultos. A execução cabe às secretarias municipais e estaduais de educação. Seu funcionamento está articulado a políticas de juventude e demais iniciativas educacionais, como o Brasil Alfabetizado, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Assessoria de Comunicação Social

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

INFORMAÇÃO IMPORTANTE PROUNI

A partir desta sexta-feira, 16, até às 23h59 do dia 5 de dezembro de 2012, as instituições de ensino superior interessadas em aderir ao Programa Universidade para Todos (ProUni) deverão emitir termo de adesão, por meio de sua mantenedora. A adesão deve ser feita exclusivamente pelo Sistema Informatizado do ProUni (Sisprouni), disponível na internet.

De acordo com a portaria normativa n° 22, publicada nesta quarta-feira, 14, no Diário Oficial da União, as instituições de ensino superior que possuírem mais de um local de oferta de cursos deverão firmar termo de adesão específico para cada local, abrangendo todos os cursos e turnos.

As instituições também precisam informar o tipo de bolsas de estudo que pretendem oferecer – integral ou parcial, em cursos de graduação ou sequenciais de formação específica. De acordo com a portaria, o cálculo do valor da bolsa deve incluir, além das mensalidades, a matrícula e os custos extras, como no caso de estudantes que precisam refazer uma matéria em caso de reprovação.

Mantenedoras – As mantenedoras que quiserem aderir ao ProUni deverão formalizar interesse no Sisprouni, entre 16 de novembro e 23h59 do dia 28 de novembro. A adesão será precedida de consulta ao cadastro informativo de créditos não quitados do Setor Público Federal (Cadin).

No termo de adesão, a mantenedora deverá nomear um coordenador do ProUni para cada local de oferta. O coordenador será responsável pelo registro de todos os procedimentos operacionais especificados no Sisprouni. É facultada à mantenedora a nomeação de até cinco representantes do coordenador em cada local de oferta. O coordenador e demais representantes precisam obrigatoriamente ser funcionários das instituições de ensino superior.

O programa – Criado em 2004, o ProUni tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo, em instituições privadas de educação superior, a estudantes egressos do ensino médio da rede pública, ou da rede particular, na condição de bolsistas integrais, caso comprovem renda per capita familiar máxima de três salários mínimos. Em contrapartida, o governo federal oferece isenção de alguns tributos àquelas instituições de ensino que aderirem ao programa.

O ProUni conta com um sistema de seleção informatizado e impessoal, que confere transparência e segurança ao processo. Os candidatos são selecionados pelas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Desde a sua criação, o ProUni já atendeu mais de um milhão de estudantes, sendo mais da metade deles com bolsa de estudos integral. O ProUni possui também ações conjuntas de incentivo à permanência dos estudantes nas instituições, como a Bolsa Permanência, os convênios de estágio MEC/Caixa e MEC/Febraban e ainda o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que possibilita ao bolsista parcial financiar até 100% da mensalidade não coberta pela bolsa do programa.

Assessoria de Comunicação Social

sábado, 10 de novembro de 2012

SAIBA TUDO SOBRE O ENEM

Redação mobiliza mais de 5,6 mil corretores a partir da próxima semana
                                 
 
Os 4,1 milhões de estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 3 e 4 últimos terão acesso ao espelho de correção digitalizado da redação, para fins pedagógicos, a partir de 15 de fevereiro do próximo ano. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela realização do Enem, 5.683 profissionais farão a correção. O trabalho terá início na próxima semana.

A correção avalia cinco competências:

1. Domínio da norma padrão da língua escrita
2. Compreensão da proposta de redação e aplicação de conceitos das várias áreas do conhecimento para o desenvolvimento do tema nos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo
3. Capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista
4. Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação
5. Elaboração de proposta de intervenção para o problema abordado, respeitados os direitos humanos.

A pontuação em cada competência pode variar até 200 pontos. A nota máxima da redação é de mil pontos.

A partir desta edição, a redação será examinada por dois corretores, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Caso haja diferença na nota final superior a 200 pontos, o texto será avaliado por um terceiro corretor. Em anos anteriores, isso ocorria quando a discrepância entre as duas primeiras notas superava os 300 pontos.

Também a partir deste ano, será acionada uma banca examinadora de excelência caso a diferença entre as notas dos três avaliadores permaneça superior a 200 pontos. Composta por três professores, a banca será responsável pela atribuição da nota final ao participante. O máximo é de mil pontos. A nota final será a média aritmética daquelas atribuídas pelos avaliadores.

Na hipótese de a nota do primeiro corretor ser de 640 pontos e a do segundo, 480 — diferença inferior a 200 pontos —, a nota final da redação desse candidato será a média aritmética das duas. No entanto, caso a de um corretor, na competência 1, seja 160 e a de outro, 40, a redação será encaminhada ao terceiro avaliador. Se a terceira nota, nessa competência, se aproximar daquela atribuída por um dos dois corretores anteriores, não haverá necessidade de intervenção da banca examinadora. A avaliação mais baixa será eliminada.

O estudante terá nota zero na redação se fugir ao tema proposto, apresentar estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo, entregar folha em branco ou com sete linhas ou menos, copiar os textos motivadores e reproduzir impropérios, desenhos ou palavras de desrespeito aos direitos humanos.

O Inep estima que das 4,1 milhões de redações corrigidas, cerca de 1,2 milhão receberão a terceira correção e que aproximadamente 200 mil sejam avaliadas pela banca.

Capacitação
— Os corretores passaram por dois meses de treinamento presencial e a distância, no qual foram abordadas as especificidades de cada competência e o conjunto do texto. Nesta semana e na próxima, os profissionais passam por nova capacitação, voltada para a correção do tema — O Movimento Imigratório para o Brasil no Século 21. No dia 14 próximo, serão submetidos a pré-teste de avaliação da capacidade de proceder à correção de acordo com o padrão estabelecido pela banca examinadora.

Após a fase de correção, as redações estarão disponíveis para visualização na página do Inep na internet. Os estudantes terão acesso com a senha pessoal gerada no momento em que fizeram a inscrição para o exame.

Assessoria de Comunicação Social

Republicada com correção de informações

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

DESAFIO NA EDUCAÇÃO - ALFABETIZAR

Alfabetizar plenamente todas as crianças até a idade de oito anos, sem exceção, nas 27 unidades federativas. Este é o desafio do governo federal nos próximos anos. Para cumprir a meta, a presidenta da República, Dilma Rousseff, acompanhada do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, lançou nesta quinta-feira, 8, o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, em cerimônia no Palácio do Planalto.

"Nós sabemos sem sombra de dúvidas que um caminho, do ponto de vista de sua perenidade, mais que outros, tem o poder de assegurar o acesso das pessoas a igualdade de oportunidades: é a educação”, afirmou a presidenta. “O pacto tem o caráter da urgência das tarefas inadiáveis. Esse caráter de urgência se soma a um caráter estratégico que temos sobre uma visão de futuro para o país. Sem o pacto, não teremos igualdade efetiva no país”, concluiu.

Com investimento inicial de R$ 2,7 bilhões, o pacto é uma articulação inédita com todos os secretários estaduais de educação e, até o momento, 5.271 municípios. O pacto envolve aproximadamente 8 milhões de alunos, nos três primeiros anos do ensino fundamental, distribuídos em 400 mil turmas, de 108 mil escolas da rede pública.

O eixo principal do pacto será a oferta de cursos de formação continuada para 360 mil professores alfabetizadores, com tutoria permanente e auxílio de 18 mil orientadores de estudo capacitados em 36 universidades públicas. O MEC também distribuirá mais de 60 milhões de livros didáticos, além de jogos pedagógicos. O esforço coordenado tem a finalidade de reverter o atual cenário do país, em que a média nacional de crianças não alfabetizadas até os oito anos chega a 15,2% – de acordo com dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A presidenta ainda anunciou que, para 2014, o governo federal concederá um prêmio de R$ 500 milhões distribuídos entre professores e escolas que mostrarem mais avanços no processo de alfabetização. A comissão que avaliará professores e escolas será formada por representantes do MEC, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed).

Para o ministro Aloizio Mercadante, a alfabetização plena é o caminho para acabar com a desigualdade (Foto: João Neto/MEC)“Este é um objetivo estruturante para a educação. Eu diria que este desafio que temos pela frente é a raiz de toda a desigualdade social e regional do nosso país. É o caminho para construirmos um país mais moderno e desenvolvido, com a igualdade de oportunidades. Sem esses instrumentos essas crianças não têm condições de se desenvolver”, salientou Mercadante.

Entre as ações do pacto estão previstas avaliações diagnósticas contínuas em sala de aula, conduzidas pelos professores. Também serão aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) avaliações anuais aos concluintes do segundo e terceiro anos do ensino fundamental. “Todas as crianças serão avaliadas aos sete e oito anos, para sabermos exatamente o que está acontecendo em cada sala de aula, em cada escola. Com isso, podemos apoiar e superar as dificuldades para que nenhuma criança fique para trás, naquele canto da sala”, ressaltou o ministro.

Os municípios que ainda não aderiram poderão fazer o procedimento até 30 de novembro, no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec).

Assessoria de Comunicação Social

domingo, 4 de novembro de 2012

FIQUE BEM INFORMADO - PIB E O GOVERNO FEDERAL

O governo federal defende a destinação de 100% dos royalties dos novos contratos da exploração de petróleo à educação pública brasileira como forma de chegar ao patamar de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor, como deixaram claro a presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Educação, Aloizio Mercante, esta semana.

A determinação de destinação dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) integra projeto de lei que trata do novo Plano Nacional de Educação (PNE), com duração decenal. Após a tramitação na Câmara dos Deputados, o projeto será submetido à apreciação do Senado Federal.

Nos próximos dias, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia, deve pautar a votação do projeto de lei que redistribui os royalties do petróleo (originário no Senado Federal). Os royalties resultam de percentual do lucro obtido pelas empresas petroleiras pago à União, estados e municípios. O pagamento é uma forma de compensação pelo uso do recurso natural, oneroso e não renovável.

A proposta de destinação dos futuros royalties do petróleo à educação, defendida pelo Palácio do Planalto e elaborada pelo Ministério da Educação, tem o apoio do Fórum Nacional de Educação (FNE), órgão de Estado responsável pela interlocução entre sociedade civil e governo. A rede da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, composta por mais de 200 movimentos e organizações de todo país, também se manifestou, em carta, a favor da proposta.

De acordo com o FNE, apesar de a Câmara dos Deputados ter aprovado a destinação de 10% do PIB à educação, é necessário definir as fontes de financiamento. “Há consenso, tanto no governo, quanto na sociedade civil, de que as fontes que assegurarão a aplicação dos 10% do PIB devem ser imediatamente definidas”, afirma nota divulgada pela entidade. “Na votação dos royalties pagos à União, estados e municípios, o Fórum Nacional de Educação defende que o critério de destinação dessa receita tributária seja o investimento na educação escolar pública nacional.”

Confira a íntegra das notas do FNE e da Campanha Nacional pelo Direito à Educação


Assessoria de Comunicação Social

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ATENÇÃO QUEM VAI FAZER A PROVA DO ENEM!

Lembrar de levar documento pessoal, com foto, nos dias de prova, além do cartão que confirma a inscrição, é uma das recomendações do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, aos estudantes que farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no sábado, 3, e no domingo, 4. “Está tudo pronto. Agora, é momento de todos ficarem tranquilos para fazerem uma boa prova”, disse o ministro nesta quinta-feira, 1º de novembro, no programa de rádio Hora da Educação.

“Em janeiro, vamos ter o Sisu [Sistema de Seleção Unificada], e as maiores chances de vagas são dos estudantes com as melhores notas no Enem”, destacou Mercadante, que desejou sorte aos candidatos.

Mais de 5,7 milhões de estudantes confirmaram a inscrição para fazer as provas. “É um número recorde”, lembrou o ministro. “O Enem é o segundo maior exame do planeta: são 15.076 locais de prova, que serão realizadas em 1.615 municípios.”

Para garantir a tranquilidade dos candidatos nos dois dias de exame, 566 mil pessoas estarão mobilizadas para a operacionalização e aplicação das provas, que começam em todo o país às 13 horas, de Brasília.

O ministro também orientou os candidatos a planejarem a saída de casa de maneira a evitar imprevistos no trajeto. Os locais de prova estão indicados nos cartões de confirmação de inscrição, que podem ser impressos na página do Enem na internet.

Assessoria de Comunicação Social

Confira a íntegra do programa Hora da Educação